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Vício em celular: uso excessivo pode ser considerado um risco para a saúde

Quantas horas por dia você passa usando o celular? Talvez você não tenha se dado conta, mas pode ter se transformado em um viciado no aparelho, algo que pode levá-lo a ter problemas de saúde e psicológicos.

Um estudo feito pela empresa Statista apontou que os brasileiros têm uma das médias mais altas de uso do celular no mundo: cerca de 4 horas e 48 minutos por dia. Esse número vem aumentando ao longo dos anos, especialmente por conta do número maior de funções que os celulares são capazes de executar.

Vício em celular é doença e tem até nome

Nomofobia: é como se chama o vício em celular. O termo vem do inglês “no mobile phone phobia”, algo como medo de não ter um celular por perto. Se tornar um refém do desejo de utilizá-lo, segundo os especialistas em saúde, é uma condição comparável ao vício em drogas.

Em outras palavras, o usuário passa a ter um desejo intenso de buscar o uso do aparelho. Quando não consegue, sofre com sintomas similares aos de abstinência, o que resulta em situações de ansiedade, irritabilidade e intolerância. Para saciar esse desejo cada vez mais é necessária uma dose maior.

Além disso, há ainda os aspectos sociais envolvidos nessa imersão: deixamos de nos relacionar de maneira apropriada com as pessoas que estão à nossa volta – o que contribuiu para aumentar a sensação de angústia e vazio nas relações – algo que o viciado buscará satisfação no aumento do uso.

Quais são os sintomas do vício em celular?

São muitos os sintomas que podem ser associados ao uso excessivo de smartphones. Eles vão desde a vista desfocada até a ansiedade causada pela simples expectativa de que a qualquer momento uma mensagem chegará.  Embora não seja uma regra, caso você ou pessoas próximas observem vários dos sintomas abaixo, a sugestão é buscar auxílio.

  1. Vista desfocada
  2. Sensação de pânico quando está sem o celular
  3. Dor de cabeça lancinante
  4. Dependência: não saber como ir a algum lugar sem o aparelho
  5. Problemas para dormir
  6. Vibrações fantasma: sensação de que o celular está vibrando no bolso
  7. Necessidade de fotografar e compartilhar todos os momentos

É importante destacar que nem sempre o viciado em celular consegue reconhecer o problema. Um dos primeiros passos para a busca do tratamento é aceitar ou reconhecer que o tempo diário de uso está acima dos limites. Por isso, é importante que você observe o comportamento de amigos e familiares e oriente-os caso perceba mais de um dos sintomas acima ou o simples uso em excesso.

Até as fabricantes querem diminuir a sua dependência

Cientes de que o uso de celular está acima dos limites aceitáveis para muitas pessoas, as principais fabricantes de smartphones e sistemas operacionais incluíram em seus aparelhos recursos para permitir que os usuários tenham mais controle sobre isso.

As versões mais recentes dos sistemas operacionais Android e iOS passaram a incluir aplicativos de estatísticas que mostram para o proprietário quanto tempo ele gastou por dia no aparelho – incluindo um relatório detalhado por aplicativo. É possível ainda adicionar lembretes para desligar o aparelho ou até mesmo bloquear a tela após atingir um limite.

A ideia é dar uma usabilidade mais saudável para o aparelho. Ele pode estar sempre presente na sua vida – e de fato é uma ferramenta de trabalho para muitos. Porém, a partir do momento que a sua utilização se torna mais prejudicial do que benéfica, é sinal que há algum problema e é preciso fazer alguma coisa.

Onde buscar tratamento?

Por ser uma doença de difícil diagnóstico, a recomendação é de que o paciente procure sempre a ajuda de um especialista. Nesse caso, psicólogos são os profissionais mais adequados para compreender, em um primeiro momento, o quão prejudicial está sendo o uso excessivo.

Se necessário, ele poderá encaminhá-lo para tratamento médico com outros especialistas, como clínicos, neurologistas ou oftalmologistas. O mais importante é ter ciência de que esse problema é perfeitamente curável. Portanto, quanto antes você tomar uma atitude, mais rápido poderá se libertar dessa condição.

Fonte(s): Renata Spallicci, Folha de São Paulo e Saúde Abril

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