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Como funciona a tela dobrável do celular

Os celulares com tela dobrável são um sonho antigo dos consumidores, e finalmente eles se tornaram realidade em 2019. Empresas como Samsung, Huawei e Motorola foram as primeiras a apresentar seus modelos.

Porém, vale a pena lembrar que a criação desse produtos não foi algo simples. Para que pudessem chegar às lojas foram necessários mais de seis anos de pesquisas e estudos – e ainda assim, os primeiros aparelhos ainda têm restrições.

Telas dobráveis: qual é o segredo?

As telas dobráveis podem ser consideradas uma evolução das telas curvas. Porém, aqui o que temos é a possibilidade do display ser dobrado ao meio sem que tenha a sua superfície prejudicada. As dobraduras não deixam marcas na tela, mesmo depois que o movimento é realizado centenas de vezes.

As telas flexíveis são do tipo OLED e contam com componentes especiais para que isso seja possível. OLED é uma sigla para Organic Light Emitting Diode e seu funcionamento se dá por meio da pulsação de eletricidade através de diversos componentes.

Isso permite que as telas desse material sejam mais finas e tenha com cores mais vivas, além de serem flexíveis. Essa é uma tecnologia que foi fabricada primeiramente pela Samsung e começou a ser empregada em celulares no Galaxy S7 Edge, em 2016.

Quais modelos flexíveis estão disponíveis no mercado?

Todos os smartphones com tela dobrável foram lançados em 2019 e apenas um deles está disponível oficialmente no Brasil: é o Samsung Galaxy Fold. Além do aparelho da empresa sul-coreana, outros modelos são o Huawei Mate X e o Motorola Razr. Outro aparelho é o Royole FlexPai, disponível apenas na China.

Como se trata de uma tecnologia ainda em fase de testes, os primeiros aparelhos tiveram edições limitadas e bastante caras. No Brasil, por exemplo, o Galaxy Fold em sua versão de 512 GB custa mais de R$ 9 mil – um aparelho para poucos bolsos, convenhamos.

Quais as possibilidades que as telas dobráveis oferecem?

As perspectivas de desenvolvimento das telas dobráveis são infinitas, mas os primeiros testes, por enquanto, são tímidos. A ideia inicial era permitir que telas dobráveis pudessem se transformar em displays maiores. Seria como ter um celular e um tablet no bolso ao mesmo tempo.

Entretanto, para que os mecanismos por trás do display possam ser suficientemente seguros, ao menos por enquanto os modelos lançados têm uma espessura maior. Quando dobrados eles ocupam mais espaço no bolso, o que não se traduz em uma vantagem para o consumidor.

Já o Motorola Razr tem como principal apelo a nostalgia dos antigos celulares com flip. Quando fechado seu tamanho é metade de um celular tradicional, mas também com maior espessura. No entanto, embora essa seja uma proposta interessante, ainda não há uma utilidade prática específica para esses displays – tanto o Android quanto a maioria dos aplicativos ainda não estão plenamente adaptados. 

2020: o ano dos celulares dobráveis?

Para 2020 podemos esperar o lançamento de novos modelos de smartphone com tela dobrável. Marcas como Opp, Xiaomi, Sony, LG e Apple já registraram patentes similares, o que indica que todas elas estão trabalhando nos bastidores para lançar algo assim.

Com o aumento da oferta, provavelmente veremos modelos com essas características por preços menores. Hoje, é praticamente impossível encontrar um celular com tela dobrável que custe menos do que US$ 1 mil. Porém, é bem provável que faixas de preço mais abaixo recebam seus primeiros modelos no ano que vem.

Se a tecnologia se tornará um sucesso ainda não sabemos. Ano após ano os fabricante surgem com novidades para os consumidores, mas nem todas caem no gosto popular. Resta saber como será coma telas dobráveis, mas ao que tudo indica um dia você ainda vai ter um aparelho assim.

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As telas dos smartphones merecem cuidado, mesmo que elas não sejam dobráveis. As melhores películas estão na MyMob, encontre a unidade mais próxima a você.

Fonte(s): Business Insider, Wired [1] e [2]