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Nova tecnologia de memória RAM para smartphone tem velocidade suficiente para permitir a transferência de 14 filmes em um segundo

Você está satisfeito com a velocidade de transferência de dados do seu smartphone? Os celulares evoluíram bastante na última década, a ponto de muitos serem mais rápidos do que PCs. Porém, uma nova tecnologia de memória RAM para smartphone desenvolvida pela Samsung promete colocar as coisas em um novo patamar.

De acordo com um comunicado da companhia sul-coreana, a empresa está testando em seus laboratórios as memórias LPDDR 5 para celulares. O ganho de desempenho em relação aos atuais modelos LPDDR4 seria espantoso: a empresa diz que com a nova velocidade será possível auxiliar na transferência de dados de  409.6 Gb/s, ou seja, 51.2 GB de dados — o equivalente 14 filmes em resolução HD para outro dispositivo, em apenas 1 segundo.

Memória DDR5: a evolução do desempenho

As memórias LPDDR5 para celular devem ser capazes de suportar velocidades de transferência de informações em até 6,4 Gb/s em cada um dos 64 pinos. Sua sigla completa é LPDDR5, em que “LP” é um indicativo de “low power”. Na prática, além de melhor desempenho, essas memórias também consomem menos energia. Para se ter uma ideia, os padrões atuais – LPDDR4 e LPDDR4X – suportam no máximo 4,26 Gb/s nas transferências.

Para facilitar a inserção dessas memórias no mercado, algo que ainda não tem data para ocorrer, os engenheiros defendem que as DDR5 sejam embarcadas nos smartphones em duas versões: uma mais potente, com capacidade nominal de 6,4 Gb/s de velocidade de transferência por pino, e outra mais simples, limitada a 5,5 Gb/s. A ideia por trás das duas opções é reduzir custos.

Além da velocidade maior nas transferências, as memórias DDR5 atendem outro pedido recorrente dos fabricantes: a redução no consumo de energia. Por terem um modo de hibernação mais eficiente, elas podem economizar até 30% mais em relação aos modelos DDR4.

A expectativa é que essas memórias comecem a aparecer nos celulares top de linha previstos para chegar ao mercado em 2020. Ela será um componente fundamental para otimizar o gerenciamento de recursos de inteligência artificial e de conexões 5G de alta velocidade. Contudo, é de se imaginar que essa inovação possa elevar os custos dos smartphones em um primeiro momento.

Especificações técnicas ainda não estão definidas

Vale lembra que embora o desenvolvimento de uma memória RAM do tipo DDR5 esteja sendo feito pela Samsung, trata-se de uma tecnologia da qual a empresa sul-coreana não é proprietária. A definição dos padrões DDR5 é feita pela JEDEC, um órgão para padronização de engenharia de semicondutores da Electronic Industries Alliance.

As especificações definitivas desse formato estão em debate pelos membros da associação desde o ano passado e a expectativa é que ainda em 2018 um padrão definitivo seja divulgado. Esse é um passo fundamental para as memórias DDR5 possam, de fato, começar a ser embarcadas nos celulares, uma vez que os softwares e sistemas operacionais dependem dessas especificações para garantir o perfeito funcionamento em seus dispositivos.

Independentemente das circunstâncias em que isso ocorrerá, ao que parece a Samsung está um passo à frente nesse quesito, preparando o terreno para embarcar a tecnologia em seus smartphones tão logo seja possível e viável.

Fonte(s): Samsung