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5 mitos e verdades sobre o 4G

O que você sabe sobre a quarta geração do sistema de telefonia móvel? Mitos e verdades sobre o 4G são propagados com a mesma velocidade na internet. Muitas vezes, conceitos distorcidos são contados de uma forma tão plausível que muitas pessoas adotam essas ideias e assim se faz a confusão.

Nesse artigo, vamos desmistificar algumas informações relacionadas a essa tecnologia. Separamos aqui cinco aspectos polêmicos relacionados ao 4G para que você possa saber mais sobre o assunto e, finalmente, compreender o que é verdadeiro e o que é falso com relação a esse tema.

Lançado em 2009, o 4G foi testado primeiramente em países como Noruega e Suécia. No Brasil, essa tecnologia começou a ser implantada somente em 2012 nas faixas de 2,1 GHz e 2,5 GHz. A sucessora do 4G entrega uma melhor velocidade de download e upload, além de reduzir a latência.

1. O sinal 4G pode causar interferência na TV?

Sim, é possível que isso pudesse acontecer. Isso porque algumas operadoras de telefonia agora utilizam a frequência de 700 MHz – a mesma usada pela TV analógica – para transmitir dados. Antevendo que problemas poderiam ocorrer, o Governo Federal iniciou o desligamento da TV analógica no Brasil e nas cidades onde isso já ocorreu o sinal 4G pode operar sem maiores problemas.

Embora existisse uma possibilidade real de haver interferências, mesmo durante o período de testes do 4G, quando tanto a TV analógica quanto o sinal de celular operaram na mesma frequência, foram poucos os relatos de pixelização, travamentos ou perdas de áudio. Pelo sim e pelo não, hoje o 4G tem a frequência de 700 MHz livre para sua operação.

2. O 4G é mais rápido do que o 3G?

Sim, o 4G é a evolução do 3G. De acordo com os testes realizados, a velocidade obtida nas conexões 4G pode ser de cinco a sete vezes maior do que a do 3G. Em teoria, é possível atingir velocidades de até 150 Mbps, mas na prática espera-se velocidades médias de 80 Mbps.

Para colocarmos em termos comparativos, vamos a um exemplo relacionado à velocidade de download: enquanto em uma rede 3G seria preciso esperar 25 minutos para baixar um filme HD de 2GB, em uma rede 4G o mesmo arquivo pode ser baixado em cerca de 3 minutos e 20 segundos. É uma diferença significativa.

3. Todo celular 4G também funciona com 3G?

Sim, isso é o que chamamos de retrocompatibilidade. Todos os modelos de celular 4G funcionam também com 3G. No entanto, o inverso não ocorre. Se o seu smartphone é compatível apenas com o 3G, então ele não poderá suportar as redes 4G, mesmo que você tenha um chip compatível no celular.

Desde 2015, praticamente todos os smartphones fabricados no Brasil são compatíveis com as redes 4G. Portanto, a menos que você tenha um aparelho bem antigo, com mais de três anos de fabricação, então é bem provável que seu smartphone seja compatível com a tecnologia mais recente.

4. O 4G consome mais dados do que o 3G?

Não é verdade. Se você acessar uma página da internet via 3G ou 4G consumirá exatamente o mesmo volume de dados. O que muda é que no caso do 4G a página carregará mais rápido. No entanto, os pacotes de dados 4G costumam ser maiores do que os pacotes 3G e há uma explicação para isso.

O que acontece é que por ter uma internet mais veloz os usuários utilizam mais serviços. Streaming de áudio e vídeo, por exemplo, são experiências mais complicadas de serem desfrutadas em uma conexão 3G do que em uma conexão 4G. Com uma internet melhor, as pessoas tendem a usar mais o celular e, com isso, gastam mais dados.

5. Celulares 4G comprados no exterior não funcionam no Brasil

Depende. O 4G pode operar em diversas frequências e, por essa razão, nem todos os países utilizam a frequência de 700 MHz. No Brasil, utilizamos as bandas 28, 3 e 7. Antes de comprar um celular em outro país você precisa descobrir se ele é compatível com essas três faixas de operação. Se sim, pode comprar sem medo.

No entanto, se o aparelho não for compatível, mesmo que ele opere em outro país no 4G quando chegar ao Brasil ele não vai funcionar nessa faixa. A ampla maioria dos aparelhos contempla múltiplas faixas de comunicação, de forma que esse tipo de problema é cada vez mais raro. No entanto, nunca deixe de se certificar sobre isso.